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Ibovespa – Novo recorde aos 161,7 mil pontos com commodities em alta e expectativas globais positivas

O Ibovespa emendou mais um dia de ganhos e renovou o recorde histórico ao fechar em 161.755,18 pontos, alta de 0,41%. O desempenho, que mantém o índice com valorização de 1,68% em dezembro e 33,35% no ano, foi impulsionado especialmente por Vale e Petrobras, enquanto o setor bancário voltou a limitar a alta.

O apetite ao risco veio principalmente do exterior. Um relatório de empxregos privados mais fraco nos EUA reforçou a percepção de que o Federal Reserve deverá cortar os juros já na próxima semana. Com essa combinação de commodities fortes e juros globais mais baixos, o Ibovespa segue sustentado, mesmo diante de alguma cautela no mercado de juros doméstico.

Entre os destaques, a Vale (VALE3) disparou 3,23% mesmo com o minério em queda na China, enquanto a Petrobras (PETR4) avançou 0,75% e a PRIO (PRIO3) saltou 4,66% após divulgar produção recorde. Já os bancos caíram em bloco Bradesco (-2,76%), Santander (-1,29%) e Banco do Brasil (-0,63%) pressionados pela alta leve dos juros futuros e por preocupações com o crédito no agronegócio.

Olhar Global – Emprego mais fraco nos EUA reforça apostas de corte de juros pelo Fed

Em Nova York, os índices acionários tiveram nova sessão positiva: Dow Jones +0,86%, S&P 500 +0,30% e Nasdaq +0,17%. O motor da alta foi o relatório ADP, que surpreendeu negativamente ao apontar eliminação de 32 mil vagas em novembro contraste marcante com a expectativa de criação de postos.

O dado reforça o diagnóstico de desaceleração da atividade e ajuda a pavimentar o caminho para um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica dos EUA já na reunião de 10 de dezembro. O mercado agora precifica quase 90% de probabilidade de corte.

O dólar perdeu força globalmente, com o índice DXY caindo 0,50%, favorecendo moedas fortes como euro e libra. Os rendimentos dos Treasuries também recuaram, com o juro de dois anos em 3,48% e o de dez anos em 4,05%.

Apesar disso, alguns investidores demonstraram desconforto com a possível nomeação de Kevin Hassett para presidir o Fed em 2026 o temor é de que ele reduza os juros de forma excessiva sob influência de Trump. O petróleo teve leve alta, com WTI +0,52% e Brent +0,35%, em meio a incertezas diplomáticas nas negociações entre Rússia e Ucrânia.

Juros – Pressão leve nas taxas curtas; cenário fiscal mantém cautela

Os juros futuros no Brasil tiveram comportamento misto, mas com leve viés de alta nos vencimentos curtos. O DI1F28 avançou 2 pontos-base, refletindo cautela fiscal e expectativas sobre a comunicação do Copom na próxima semana.

Embora o cenário internacional aponte para cortes de juros, a percepção de risco fiscal doméstico agravada por pressões políticas e pelo recente aumento da alíquota de IR sobre JCP mantém os vértices mais curtos menos reativos ao bom humor global.

Para os RPPS, o impacto do dia foi marginal: as taxas longas seguem em trajetória de queda no acumulado recente e continuam proporcionando valorização dos títulos de inflação mais longos. Os índices avançaram novamente, com destaque para o IMA-B 5+ (+0,4065%) e o IMA-B (+0,2930%).

Dólar – Cai com expectativa de juros menores nos EUA

O dólar comercial recuou 0,33%, fechando a R$ 5,313, acompanhando o enfraquecimento global da moeda americana. Essa é a segunda queda seguida do dólar no Brasil, reforçada pelo alívio externo e pela percepção de que juros mais baixos nos EUA reduzem a atratividade da divisa em escala global.

Segundo o Banco Central, apesar da queda recente, o fluxo cambial segue negativo no ano, com saída líquida acumulada de quase US$ 20 bilhões, sendo a última semana marcada por forte retirada pelo canal financeiro.

Cenário Internacional – Aposta em corte do Fed domina e dólar global perde força

Os mercados externos seguem concentrados na reunião do Fed de 10 de dezembro. A combinação de dados fracos do mercado de trabalho, inflação em desaceleração e Treasuries recuando fortalece o cenário de flexibilização monetária. O DXY renovou mínimas desde outubro, e o movimento de busca por risco se intensificou.

Geopoliticamente, seguem as negociações envolvendo Rússia e Ucrânia, com reuniões de alto escalão previstas para esta semana. Até agora, não houve progresso substancial, mas o tom mais diplomático ajudou a segurar os preços do petróleo.

Cenário Doméstico – Recorde do Ibovespa, dólar em queda e nova tensão entre Poderes

No Brasil, o Ibovespa renovou seu recorde histórico pela segunda sessão consecutiva, refletindo o otimismo global e a força das commodities. O dólar recuou para R$ 5,313, menor patamar em três semanas.

Os juros futuros apagaram quedas observadas pela manhã e fecharam levemente mais altos, em linha com a cautela doméstica. O mercado espera que o Copom mantenha a Selic em 15% na próxima quarta-feira, mas adote uma comunicação mais dura (hawkish).

No campo político, uma nova crise institucional ganhou destaque após decisão do ministro Gilmar Mendes restringindo a tramitação de pedidos de impeachment contra ministros do STF. O Congresso reagiu imediatamente, avançando na CCJ com regras que limitam decisões monocráticas. O episódio elevou o ruído político, mas não contaminou de forma relevante os mercados.

E agora?

Hoje o grande destaque é o PIB do terceiro trimestre, que será divulgado às 9h e poderá recalibrar as expectativas de crescimento para 2026. No exterior, os EUA divulgam dados semanais de seguro-desemprego, que ajudarão a compor o diagnóstico final para a decisão do Fed na próxima semana.

Agenda do Dia – Indicadores Econômicos

  • 7:30 – Vendas no Varejo (Out) – Zona do Euro
  • 9:00 – PIB do Brasil (3º tri)
  • 10:30 – Pedidos Contínuos por Seguro-Desemprego – EUA
  • 12:00 – Pronunciamento de Lane, BCE – Zona do Euro
  • 18:30 – Balanço Patrimonial do Federal Reserve – EUA

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