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Ibovespa resiste e busca novas alturas

Enquanto a missão Artemis II da NASA batia recordes de distância da Terra no espaço, o mercado financeiro brasileiro tentava manter os pés no chão, mas sem perder o fôlego. O Ibovespa registrou sua quinta alta consecutiva nesta segunda-feira, subindo 0,06% e fechando aos 188.161,97 pontos. Pode parecer um passo pequeno para o investidor, mas é um avanço constante em meio a um cenário global que desafia a gravidade. No acumulado de abril, a Bolsa já sobe 0,37%, enquanto no ano de 2026 a valorização atinge sólidos 16,78%.

O dia foi marcado pelo fim do ultimato dado por Donald Trump ao Irã, sem que um acordo concreto de cessar-fogo fosse assinado. Esse clima de “esperar para ver” manteve o petróleo e o ouro em alta, enquanto as bolsas americanas fecharam com ganhos moderados. Por aqui, o dólar recuou para R$ 5,146, mas os juros futuros (DIs) subiram em toda a curva, refletindo o aumento das projeções de inflação no Boletim Focus e a postura vigilante do Banco Central. Para quem gere recursos de previdência, o recado é claro: cautela e serenidade são as ferramentas para navegar neste mar agitado.
Convido você a conferir os detalhes desse cenário e como a resiliência do Brasil tem atraído o investidor estrangeiro nas seções abaixo.

Olhar Global – Ultimatos e o labirinto diplomático no Oriente Médio

O mundo entrou na sexta semana de conflito com o Irã rejeitando uma proposta de trégua de 45 dias, classificando-a como “irracional”. Donald Trump, por sua vez, elevou o tom com um ultimato que o mercado ainda tenta decifrar se é uma estratégia de negociação ou o prelúdio de uma nova escalada. No meio desse fogo cruzado, o petróleo se sustenta na casa dos US$ 100, servindo como o principal combustível da inflação global.
Em Nova York, os investidores operaram com o cinto de segurança apertado. Embora os índices tenham fechado no azul, há uma percepção crescente de que o mercado pode estar subestimando o tempo que a energia permanecerá cara. O destaque positivo vem da logística: o Estreito de Ormuz apresentou um fluxo maior de navios, sinalizando que, mesmo sob tensão, o comércio tenta encontrar brechas para fluir.

• Dow Jones: +0,35% (46.669,39 pontos)
• S&P 500: +0,45%
• Nasdaq: +0,54%

Ibovespa – Quinta alta seguida sob a propulsão da Petrobras

O principal índice da nossa bolsa encerrou o dia aos 188.161,97 pontos. No ano de 2026, a valorização acumulada é de +16,78%.
A Petrobras (PETR4) foi novamente a grande protagonista, subindo 1,64% no rastro da valorização do petróleo. O setor bancário também ajudou a sustentar o índice, com o Bradesco (+1,10%) e o Itaú (+0,44%) registrando ganhos. Na contramão, a Vale (VALE3) recuou 0,55% após uma sequência de altas verticais, em um movimento natural de ajuste. O ponto mais interessante para o investidor é a resiliência do Brasil: enquanto outros mercados emergentes sofrem saídas de capital, os fundos de ações brasileiros registraram entradas expressivas (cerca de R$ 4,5 bilhões), mostrando que o país é visto como um refúgio relativo nesta turbulência.

Juros – O “Transatlântico” do BC e o impacto no RPPS

As taxas de juros futuros (DIs) subiram de forma generalizada nesta segunda-feira. O movimento foi puxado pelo Boletim Focus, que elevou a projeção do IPCA de 2026 para 4,31%, e pelas falas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Ele reforçou que o BC agirá com “extrema cautela” e comparou a autarquia a um transatlântico: um gigante que se move com serenidade e não faz manobras bruscas como um jet-ski.

O que isso significa para o RPPS?

Para o RPPS, a alta dos juros futuros (abertura da curva) gera uma marcação a mercado negativa no curto prazo. Ou seja, o valor “de hoje” dos títulos públicos (como as NTN-Bs) cai no extrato.
No entanto, a mensagem de Galípolo sobre o “transatlântico” é reconfortante para o planejamento de longo prazo. Ela indica que o Banco Central não vai reagir de forma histérica aos choques temporários da guerra, o que ajuda a ancorar as expectativas. Para o RPPS, esse cenário de taxas mais altas oferece uma janela para contratar novos investimentos com rentabilidade real robusta, garantindo que o patrimônio cresça acima da meta atuarial nas próximas décadas.

Comportamento dos principais índices de renda fixa:

• IMA-B 5+: +0,2510%
• IMA-B: +0,1374%
• IMA-B 5: -0,0079%
• IRF-M: +0,0269%
• IRF-M 1: +0,0072%

Dólar – Real se valoriza mesmo com aversão ao risco global

O dólar comercial fechou em queda de 0,25%, cotado a R$ 5,146.
A nossa moeda conseguiu se valorizar mesmo em um dia onde o dólar se manteve estável ou forte contra outras divisas globais (índice DXY). Isso reflete o diferencial de juros favorável do Brasil e o fluxo de capital estrangeiro que citamos anteriormente. Um dólar mais baixo é fundamental para evitar que a alta do petróleo lá fora se transforme em um aumento ainda mais agressivo nos preços dos combustíveis por aqui, o que aliviaria a pressão sobre o IPCA.

E agora?

O mercado inicia esta terça-feira com os olhos voltados para o “pós-ultimato”. Sem um acordo assinado, o foco será a reação militar ou diplomática nas próximas horas. Além disso, teremos dados importantes de emprego e indústria nos EUA que dirão se a maior economia do mundo ainda tem fôlego. No Brasil, o foco será na Balança Comercial, que mostrará como nossas exportações estão se comportando em meio ao caos logístico global.

Agenda do dia: Indicadores Econômicos (07/04)

Fique de olho nestes dados que podem movimentar seus ativos:

• 🇺🇸 09:15 – Variação semanal de empregos da ADP (Prévia do mercado de trabalho).
• 🇺🇸 09:30 – Pedidos de Bens Duráveis (Fevereiro).
• 🇺🇸 11:00 – GDPNow do Fed de Atlanta: Projeção atualizada do PIB americano.
• 🇧🇷 15:00 – Balança Comercial (Março): Resultado das nossas exportações.

Mantenha sua estratégia ancorada em dados técnicos e serenidade. Acompanhe o nosso Morning News.

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