O Brasil retoma suas atividades nesta Quarta-feira de Cinzas após o recesso de Carnaval, mas o mercado financeiro global não parou. Enquanto os ativos brasileiros estavam “em pausa”, o cenário internacional foi marcado por uma recuperação das gigantes de tecnologia e um alívio nas tensões geopolíticas. Hoje, a B3 reabre em horário reduzido (a partir das 13h) e precisará “ajustar as contas” com o que aconteceu lá fora nos últimos dias.
No fechamento de sexta-feira, o Ibovespa recuou 0,69%, mas encerrou a semana com saldo positivo, acumulando alta de 2,74% no mês de fevereiro. O dólar fechou em alta (+0,57%), refletindo uma busca por proteção pré-feriado, enquanto os juros futuros (DIs) apresentaram queda, reagindo a dados de atividade econômica mais fracos no Brasil, o que reforça as apostas de novos cortes na Selic. Lá fora, a terça-feira foi de ganhos para as bolsas americanas, impulsionadas pela Apple e o otimismo com Inteligência Artificial.
O dia de hoje promete ser intenso, com a divulgação da Ata do Fed e o Relatório Focus, exigindo atenção redobrada dos gestores. Convidamos você a acompanhar os detalhes dessa reabertura e como o cenário externo pode impulsionar nossos ativos nas seções a seguir.
Olhar Global – Tecnologia lidera a recuperação externa
Enquanto o investidor brasileiro descansava, Wall Street recuperou o terreno perdido. Na terça-feira (17), as bolsas de Nova York fecharam no azul, puxadas por uma reviravolta no setor de tecnologia. O grande destaque foi a Apple, que saltou mais de 3% após revelar planos ambiciosos para novos produtos integrados com IA.
Apesar do otimismo, o mercado mantém um “compasso de espera”. Hoje, às 16h, o Banco Central americano (Fed) divulga a ata de sua última reunião, documento que o mercado acredita que trará pistas definitivas sobre quando os juros começarão a cair por lá. Na Ásia, o Japão brilhou com o Nikkei subindo mais de 1%, enquanto a China segue em feriado. Para o Brasil, esse ambiente mais ameno no exterior costuma atrair fluxo de capital estrangeiro para a nossa Bolsa na reabertura.
Principais índices (Fechamento 17/02):
• Dow Jones: +0,07% (49.533,19 pts)
• S&P 500: +0,10%
• Nasdaq: +0,14%
Ibovespa – O desafio de manter o patamar dos 190 mil
A Bolsa brasileira fechou a última sexta-feira aos 186.464 pontos. Embora o último pregão tenha sido de queda devido à baixa das commodities (Vale e Petrobras), o desempenho no ano de 2026 é extraordinário: +15,74%.
Pense no Ibovespa hoje como um maratonista que parou para hidratar: ele atingiu a marca histórica de 190 mil pontos durante a semana passada e agora busca fôlego para se sustentar acima desse nível. Na reabertura de hoje, o índice deve reagir positivamente à melhora das bolsas americanas. O foco estará na Vale (VALE3), que soltou balanço recentemente, e na Petrobras (PETR4), que monitora a volatilidade do petróleo Brent, atualmente negociado próximo aos US$ 67,00.
Juros – O efeito “calmaria” e o impacto no RPPS
Antes do feriado, os juros futuros (DIs) caíram cerca de 6 pontos-base. Isso ocorreu porque os dados de vendas no varejo e serviços no Brasil vieram mais fracos do que o esperado, sinalizando que a inflação pode continuar sob controle.
O que isso significa para o RPPS?
A queda nas taxas de juros futuros é o principal motor para a marcação a mercado positiva dos títulos públicos. Quando o mercado acredita que a Selic vai cair mais rápido (expectativa de 76% para um corte de 0,50% em março), os títulos que o seu fundo já possui em carteira passam a valer mais. Isso é fundamental para bater a meta atuarial sem a necessidade de correr riscos excessivos. Para o investidor, o recuo do DI futuro indica um cenário de rentabilidade consistente na renda fixa de longo prazo, garantindo a segurança dos pagamentos previdenciários.
Dólar – Hora de ajustar a proteção
O dólar comercial encerrou a sexta-feira a R$ 5,229. Como explicamos anteriormente, esse valor estava “inflado” pelo receio do feriado prolongado. Com a volta da normalidade e o clima global mais positivo (DXY estável), a expectativa do mercado é de uma possível correção negativa (queda do dólar) no pregão de hoje. Um dólar mais baixo ajuda a controlar a inflação de produtos importados, o que é um alívio indireto para o poder de compra e para a estabilidade dos investimentos.
E agora?
O “ano” para muitos começa agora, e o mercado não dará tempo para descanso. A tarde será movimentada com o Relatório Focus, que trará as novas projeções dos economistas para o PIB e inflação de 2026, e a Ata do Fed, que pode mudar o humor do mercado global no fim do dia. O investidor deve manter o radar ligado na volatilidade típica de sessões com horário reduzido.
Agenda do dia: Indicadores Econômicos (18/02)
Programe-se para os horários de hoje:
• 🇺🇸 10:30 – Dados de Construção de Moradias e Produção Industrial (EUA).
• 🇧🇷 13:00 – Reabertura da B3: Início das negociações de ações e derivativos.
• 🇧🇷 14:00 – Relatório Focus: Expectativas do mercado para juros e inflação.
• 🇧🇷 14:30 – Fluxo Cambial Semanal (Banco Central).
• 🇺🇸 16:00 – Ata do Federal Reserve: O evento mais importante para o rumo do dólar e dos juros globais.
Seja bem-vindo de volta! Para uma análise em tempo real da reabertura, acompanhe nosso Morning News.
R3 Investimentos
www.instagram.com/r3investimentos_