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Bolsa sofre forte queda e mercado entra em “modo espera”

A quinta-feira (07/05) funcionou como uma grande sala de espera para os investidores. Sem novidades concretas sobre o acordo de paz no Oriente Médio e com o mercado digerindo balanços corporativos de peso, o Ibovespa despencou 2,38%, fechando aos 183.218,26 pontos. O movimento refletiu a cautela global: o encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump foi longo, mas não trouxe fatos novos que pudessem animar as telas. No acumulado de maio, a bolsa brasileira registra queda de 2,19%.

O cenário de incerteza também impulsionou o dólar comercial, que subiu levemente (0,05%) para R$ 4,923, enquanto em Wall Street as bolsas americanas fecharam no vermelho. Por aqui, os juros futuros (DIs) subiram por toda a curva, acompanhando o estresse dos títulos americanos. Com o cenário geopolítico ainda “travado” e a inflação no radar, o mercado prefere não se arriscar antes de dados decisivos.
Convidamos você a conferir os detalhes desse dia de ajustes e as expectativas para o fechamento da semana a seguir.

Olhar Global – Diplomacia em banho-maria e tensão em Ormuz

O panorama internacional viveu um dia de expectativas frustradas. O mundo aguarda a resposta do Irã à proposta de paz dos EUA, mas o silêncio de Teerã e a possibilidade de Washington retomar a escolta militar de navios no Estreito de Ormuz voltaram a elevar a temperatura. No encontro entre Lula e Trump na Casa Branca, o clima foi classificado como “dinâmico e produtivo”, mas sem anúncios econômicos imediatos.

Esse vazio de notícias positivas fez com que as bolsas globais realizassem lucros. O mercado acredita que, enquanto o impasse persistir, a volatilidade será a regra. O petróleo ensaiou uma alta nos contratos futuros, reforçando o clima de alerta.

* Dow Jones: -0,64% (49.593,34 pts)
* S&P 500: -0,38% (7.337,10 pts)
* Nasdaq: -0,13% (25.806,19 pts)

Ibovespa – Setor bancário e commodities puxam a queda

O principal índice da nossa bolsa fechou aos 183.218,26 pontos. No ano de 2026, a valorização acumulada é de +13,71%.
O dia foi de “mão pesada” nas vendas. O Bradesco (BBDC4) recuou 3,89% após seu balanço gerar dúvidas sobre a qualidade de seus ativos, o que acabou contagiando os demais bancos: Itaú (-2,37%) e Santander (-3,10%) também caíram forte. As gigantes Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) não ficaram atrás, cedendo 1,43% e 2,22%, respectivamente, acompanhando o mau humor externo.

Para não dizer que não houve flores, a Totvs (TOTS3) disparou 9,46% com um balanço robusto, e a SmartFit (SMFT3) saltou 11,66%, mostrando que resultados individuais sólidos ainda conseguem brilhar mesmo em dias de tempestade.

Juros – Curva sobe com Treasuries e cautela fiscal

Os juros futuros (DIs) apresentaram uma forte abertura (alta das taxas) nesta quinta-feira. O movimento seguiu a disparada das taxas dos títulos de dívida dos EUA (Treasuries), refletindo o medo de que a inflação global demore mais a ceder. Conforme o mercado espera, a Selic pode ter um caminho mais difícil para cortes agressivos, com casas de análise já projetando a taxa em 13,75% ao fim do ano.

O que isso significa para o RPPS?

Para os gestores de regimes próprios, a alta dos juros futuros gera a marcação a mercado negativa no curto prazo.

É como se os títulos que o fundo já possui na carteira (NTN-Bs e Prefixados) perdessem um pouco de valor hoje para se ajustarem às novas taxas mais altas do mercado.

Isso exige cautela na gestão do passivo, embora no longo prazo taxas maiores possam ajudar a garantir a meta atuarial em novas alocações.

Comportamento dos principais índices:

* IMA-B 5+: -0,0284%
* IMA-B: +0,0148%
* IMA-B 5: +0,0704%
* IRF-M: -0,1003%
* IRF-M 1: +0,0408%

Dólar – Moeda americana resiste e flerta com os R$ 4,93

O dólar comercial fechou em alta de 0,05%, cotado a R$ 4,923.
Em um dia de aversão ao risco, o dólar funciona como o “porto seguro” mundial. O real, que vinha de uma trajetória de valorização, sentiu o peso da cautela global. A moeda americana chegou a tocar os R$ 4,93 na máxima do dia, refletindo o reposicionamento de investidores estrangeiros diante da indefinição no Oriente Médio.

E agora?

O grande “prato principal” da semana chega hoje: o Payroll nos EUA. Este relatório de empregos é o indicador mais aguardado para saber se a economia americana está esfriando ou se os juros por lá precisarão ficar altos por muito mais tempo. No Brasil, o foco recai sobre o IGP-DI, que ajuda a medir a temperatura dos preços por aqui. Preparem o café, pois o dia promete ser agitado.

Agenda do dia: Indicadores Econômicos (08/05)

Eventos para monitorar hoje:

* 🇧🇷 08:00 – IGP-DI (Abril): Importante termômetro da inflação no atacado e varejo.
* 🇺🇸 09:30 – Payroll (Abril): Relatório oficial de criação de vagas nos EUA.
* 🇺🇸 09:30 – Taxa de Desemprego (EUA): Indica o vigor do mercado de trabalho americano.
* 🇺🇸 12:30 – GDPNow (Fed Atlanta): Projeção em tempo real do PIB dos EUA.

Mantenha sua estratégia firme e seus olhos nos dados. Acompanhe a análise do Payroll em tempo real no nosso Morning News.

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