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Ibovespa reage no último minuto de abril e Bolsas americanas tem o melhor mês em 6 anos

O mês de abril encerrou suas atividades com um fôlego extra, digno de quem sabe que o trabalho bem feito merece um descanso. Após uma sequência exaustiva de seis quedas consecutivas, o Ibovespa disparou 1,39% nesta quinta-feira, fechando aos 187.317,64 pontos. Com essa arrancada final, o índice quase zerou as perdas do mês, terminando com uma variação negativa de apenas -0,08%. Em 2026, a valorização acumulada é de 16,26%.
O dia foi marcado por uma combinação de fatores: o Banco Central confirmou o corte da Selic para 14,50%, o cenário político em Brasília trouxe uma sinalização de independência do Legislativo que agradou os investidores, e o exterior viveu um dos seus melhores momentos recentes. No fechamento, o dólar recuou para R$ 4,952, as bolsas americanas fecharam em alta (consolidando o melhor mês em seis anos para Wall Street) e os juros futuros (DIs) caíram por toda a curva.
Para entender como esse alívio nos juros e a reaçao política impactam a rentabilidade dos RPPS, confira os detalhes nas seções a seguir.

Olhar Global – O melhor mês em seis anos para Wall Street

O panorama internacional encerrou abril com “chave de ouro”. Em Nova York, os investidores celebraram os resultados robustos das Big Techs, que serviram como um escudo contra as incertezas geopolíticas. Mesmo com o Federal Reserve (Fed) mantendo as taxas de juros estáveis e o presidente Jerome Powell se despedindo do cargo com um tom cauteloso, o mercado preferiu focar no crescimento dos lucros e na expansão da infraestrutura de Inteligência Artificial.
Além disso, uma nova proposta dos EUA para a reabertura do Estreito de Ormuz trouxe um alívio imediato aos preços do petróleo, que apresentaram queda expressiva. Esse movimento arrefeceu o temor inflacionário global e ajudou as bolsas europeias a fecharem no azul, mesmo com os bancos centrais locais mantendo uma postura rígida.

• Dow Jones: +1,62% (Mês: +7,14%)
• S&P 500: +1,02% (Mês: +10,53%)
• Nasdaq: +0,89% (Mês: +15,29%)

Ibovespa – Recuperação liderada por Bancos e Vale

O principal índice da nossa bolsa fechou aos 187.317,64 pontos.
A sessão foi de recomposição de carteiras. A Vale (VALE3) subiu 2,19%, recuperando parte do tombo da véspera e aproveitando a alta do minério de ferro. O setor bancário, que carrega o índice “nas costas” em momentos de incerteza, teve um desempenho brilhante: o Banco do Brasil (BBAS3) subiu 2,30% e o Santander (SANB11) avançou 1,40%.
A Petrobras (PETR4) também conseguiu virar para o positivo (+0,25%) no final do pregão, apesar da queda do petróleo lá fora. No campo das baixas, apenas quatro ativos recuaram, com destaque para a Suzano (SUZB3), que caiu 2,18% após divulgar resultados que não atingiram as expectativas. Conforme o mercado acredita, a rejeição de nomes do governo pelo Senado sinalizou um equilíbrio de poderes que reduz o risco de mudanças bruscas na condução econômica, o que impulsionou o apetite por risco.

Juros – Selic a 14,50% e o impacto no RPPS

Como amplamente esperado, o Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual. O comunicado, no entanto, foi “trabalhado na cautela”, indicando que o Banco Central não terá pressa em novos cortes se a inflação não der sinais claros de convergência para a meta. Mesmo com esse tom conservador, os juros futuros (DIs) fecharam em queda em todos os vértices.

O que isso significa para o RPPS?

A queda nas taxas de juros futuras é música para os ouvidos dos gestores de previdência. Esse movimento gera a marcação a mercado positiva nos títulos públicos.

Na prática: Quando o juro projetado para o futuro cai, o preço “de hoje” dos títulos de renda fixa que o seu fundo já possui (como NTN-Bs e prefixados) aumenta. Isso valoriza o patrimônio líquido e ajuda a bater a meta atuarial de forma mais consistente.

Desempenho dos Índices de Renda Fixa:

• IMA-B 5+: +0,4966%
• IMA-B: +0,3604%
• IMA-B 5: +0,1858%
• IRF-M: -0,4162%
• IRF-M 1: +0,0804%

Dólar – Real termina abril com forte valorização

O dólar comercial fechou em queda de 0,99%, cotado a R$ 4,952.
A moeda americana teve um dia de desvalorização global (índice DXY caiu 0,93%), e o Real aproveitou o vácuo para se firmar abaixo dos R$ 5,00. No acumulado da semana, a queda foi de 0,94%. O mercado acredita que a posição do Brasil como porto seguro entre os emergentes continua sólida, especialmente com a manutenção de juros reais elevados, o que atrai o investidor estrangeiro e protege o patrimônio contra a inflação importada.

E agora?

Maio começa com um feriado para recuperar as energias, mas a próxima semana promete ser a primeira “completa” do mês, com cinco dias de pregão. O mercado vai se debruçar sobre a Ata do Copom, que detalhará os motivos da cautela do Banco Central, e continuará acompanhando a densa temporada de balanços corporativos. A expectativa é de que, se o petróleo continuar cedendo e a diplomacia em Ormuz avançar, o Ibovespa possa finalmente buscar novos recordes.

Agenda do dia: Indicadores Econômicos (01/05)

Enquanto o Brasil descansa, acompanhe nos EUA:

• 10:45 – PMI Industrial (Abril): Mede a saúde das fábricas americanas.
• 12:30 – GDPNow do Fed de Atlanta: Projeção atualizada do PIB dos EUA para o segundo trimestre.
• 14:00 – Contagem de Sondas Baker Hughes: Termômetro para a produção futura de petróleo.

Aproveite o descanso do Dia do Trabalhador para planejar seus próximos passos. Acompanhe a análise da Ata do Copom na segunda-feira no nosso Morning News.

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