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Apple e petróleo animam, mas Trump segura o freio

Enquanto os brasileiros aproveitavam o descanso do feriado do Dia do Trabalho, as engrenagens do mercado global continuaram girando e trouxeram sinais mistos para a nossa abertura de maio. De um lado, a gigante Apple deu um verdadeiro show em Wall Street, impulsionando o setor de tecnologia para novas máximas históricas. De outro, a complexa novela geopolítica no Oriente Médio ganhou novos capítulos: o Irã apresentou uma proposta de paz via mediadores paquistaneses, mas o presidente Donald Trump logo tratou de “jogar água no chopp”, declarando estar insatisfeito com os termos.

Para o investidor de RPPS, o cenário traz um alívio importante: o petróleo voltou a cair, o que ajuda a reduzir a pressão sobre a inflação global e, consequentemente, sobre os juros. O Ibovespa fechou abril com uma leve baixa de 0,08%, praticamente estável, após a forte recuperação na última sessão do mês. Na sexta-feira, as bolsas americanas terminaram de forma mista, o dólar encerrou a última sessão brasileira em queda (R$ 4,952) e os juros futuros (DIs) sinalizam um início de semana atento ao comportamento das taxas nos EUA. Convido você a acompanhar a análise completa das tendências para este início de maio nas seções a seguir.

Olhar Global – Recordes tecnológicos e a queda do “ouro negro”

O panorama internacional na última sexta-feira foi dominado pelo setor de tecnologia. A Apple subiu mais de 3% após superar as expectativas de lucro, carregando o Nasdaq e o S&P 500 para novos recordes de fechamento. Esse movimento mostra que, apesar das incertezas, as grandes empresas americanas continuam entregando resultados sólidos.

Outro ponto crucial foi a queda de quase 3% nos preços do petróleo. O mercado reagiu positivamente à possibilidade de um acordo com o Irã, embora a resposta de Trump tenha limitado o entusiasmo. Para o Brasil, essa queda nas commodities energéticas é positiva para o controle da inflação, mas pode pesar nas ações da Petrobras no curto prazo. No Reino Unido, o clima foi de leve cautela, enquanto na Ásia o sentimento foi majoritariamente otimista.

* Dow Jones: -0,31% (49.499,27 pts)
* S&P 500: +0,29% (7.320,12 pts)
* Nasdaq: +0,89% (25.144,44 pts)

Ibovespa – Maio começa sob o reflexo de recordes externos

O principal índice da nossa bolsa encerrou o último pregão (30/04) aos 187.317,64 pontos. No acumulado de abril, a variação foi de -0,08%, enquanto o ano de 2026 sustenta uma alta de +16,26%.

A abertura de hoje deve ser marcada por um ajuste ao que aconteceu no exterior durante o feriado. O rali das empresas de tecnologia nos EUA costuma respingar positivamente em nossas empresas do setor e em exportadoras. Por outro lado, a cautela de Trump com o acordo iraniano serve de lembrete que a volatilidade ainda não saiu de cena. Podemos comparar o Ibovespa a um motorista que acaba de sair de um congestionamento (a sequência de quedas de abril) e agora encontra uma estrada mais limpa, mas ainda com alguns pontos de neblina geopolítica.

Juros – O impacto das Treasuries na meta atuarial

No mercado de renda fixa, o destaque foi a queda nos rendimentos dos títulos de 10 anos dos EUA (Treasuries). Quando essas taxas caem lá fora, abre-se espaço para que os juros futuros no Brasil também recuem, já que o risco global parece mais controlado.

O que isso significa para o RPPS?

Para os gestores de RPPS, a queda das taxas de juros futuras é fundamental para a marcação a mercado.

Quando as taxas projetadas para o futuro caem, o preço “de hoje” dos títulos que o seu fundo já possui (como NTN-Bs e Prefixados) sobe.

Isso gera uma valorização imediata do patrimônio, facilitando o alcance da meta atuarial. Conforme o mercado espera, se o petróleo continuar em trajetória de queda, o Banco Central brasileiro terá um ambiente mais confortável para dar continuidade aos cortes na Selic, beneficiando os ativos de renda fixa de longo prazo.

Desempenho dos Índices (Último Fechamento):

* IMA-B 5+: +0,4966%
* IMA-B: +0,3604%
* IMA-B 5: +0,1858%
* IRF-M: -0,4162%
* IRF-M 1: +0,0804%

Dólar – Real ganha fôlego com alívio nas commodities

O dólar comercial fechou a última sessão em forte queda de 0,99%, cotado a R$ 4,952.
O Real tem se mostrado resiliente, aproveitando os momentos de maior apetite por risco global. A queda das taxas americanas na sexta-feira favorece a nossa moeda, pois torna o investimento no Brasil — que ainda possui juros atraentes — mais interessante para o capital estrangeiro. Manter a divisa abaixo dos R$ 5,00 é um sinal de confiança nos fundamentos domésticos e ajuda a proteger o poder de compra das reservas dos fundos.

E agora?

Maio começa com uma agenda carregada. Hoje teremos o Boletim Focus, que trará as novas apostas do mercado para a inflação e o PIB após as recentes tensões. Além disso, o PMI Industrial no Brasil mostrará se as nossas fábricas continuam em ritmo de expansão. O sentimento geral é de que, se a diplomacia em Islamabad avançar — mesmo com as críticas de Trump — teremos um mês de recuperação para os ativos brasileiros.

Agenda do dia: Indicadores Econômicos (04/05)

Principais dados para monitorar hoje:

* 🇧🇷 08:25 – Boletim Focus: Novas projeções de Selic, IPCA e Câmbio.
* 🇧🇷 10:00 – PMI Industrial (S&P Global): Nível de atividade da indústria brasileira em abril.
* 🇺🇸 11:00 – Pedidos de Bens Duráveis: Termômetro do investimento industrial nos EUA.
* 🇺🇸 13:50 – Discurso de Williams (Fed): Pistas sobre a visão do banco central americano para os juros.

Acompanhe as tendências e proteja o futuro dos seus segurados. Veja a análise detalhada do Boletim Focus no nosso Morning News.

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