MORNING NEWS

Ibovespa fecha semana no vermelho, mas diplomacia traz respiro aos juros —

O mercado financeiro encerrou a última sexta-feira (24) em tom de cautela, consolidando a segunda semana consecutiva de perdas para a Bolsa brasileira. O Ibovespa recuou 0,33%, fechando aos 190.745,02 pontos, refletindo um ambiente de incerteza que fez o índice perder 2,55% no acumulado dos últimos quatro dias. No mês de abril, a valorização agora é de 1,75%. O cenário de “vai ou não vai” nas negociações entre Estados Unidos e Irã continua sendo o grande fiel da balança, embora novos esforços diplomáticos no Paquistão tenham trazido um alívio pontual no final da sessão.
O destaque positivo do dia veio da curva de juros futuros (DIs), que fechou em queda generalizada, proporcionando um respiro para as carteiras de renda fixa. Enquanto isso, o dólar comercial recuou levemente para R$ 4,998, mantendo-se no “fio da navalha” do patamar psicológico dos cinco reais. Em Nova York, o clima foi misto: as ações de tecnologia puxaram o Nasdaq e o S&P 500 para cima, enquanto o Dow Jones sentiu o peso da queda na confiança do consumidor americano.
Acompanhe abaixo os detalhes de um fechamento de semana intenso e o que esperar para a “Super Quarta” que se aproxima.

Olhar Global – Islamabad e o retorno aos fundamentos

O panorama internacional ganhou novos capítulos com a ida do chanceler iraniano ao Paquistão e o envio de emissários americanos para tentar destravar um diálogo direto. Essa movimentação foi suficiente para moderar os preços do petróleo e permitir que Wall Street voltasse a focar na temporada de balanços do primeiro trimestre.
Contudo, a confiança do consumidor nos EUA atingiu o nível mais baixo em quase quatro anos neste mês de abril, sinalizando que a inflação de guerra está pesando no bolso dos americanos. Esse dado reforça a pressão sobre o governo de Donald Trump para uma resolução rápida do conflito, já que o calendário eleitoral avança. Na Europa, a incerteza ainda impera, levando as principais bolsas ao terreno negativo.

• Dow Jones: -0,12%
• S&P 500: +0,80%
• Nasdaq: +1,63%

Ibovespa – Temporada de balanços traz fôlego, mas energia pesa

O principal índice da nossa bolsa encerrou aos 190.745,02 pontos. No ano de 2026, o acumulado é de +18,38%.
A sessão foi marcada por um contraste nítido: de um lado, a Usiminas (USIM5) disparou 5,55% após reportar um lucro que dobrou as expectativas, impulsionada por eficiência em custos. Do outro, a Petrobras (PETR4) recuou 1,28%, acompanhando a volatilidade do petróleo. O setor bancário também operou majoritariamente no vermelho, com o Bradesco recuando 0,25% e o Banco do Brasil perdendo 1,30%.
Podemos comparar o Ibovespa a um corredor que, após uma subida muito íngreme, agora para para recuperar o fôlego. O suporte dos 190 mil pontos tornou-se uma linha importante para manter a tendência de alta no curto prazo, e o mercado agora aguarda os próximos balanços corporativos para decidir o rumo da próxima escalada.

Juros – Alívio na curva e marcação a mercado positiva

Diferente da volatilidade da bolsa, o mercado de juros futuros deu uma “folga” para o investidor. As taxas recuaram por toda a curva, com quedas de até 13,5 pontos-base nos vértices mais longos. O movimento foi puxado pelo alívio nas taxas dos títulos americanos (Treasuries) e por dados mais fracos da economia nos EUA.

O que isso significa para o RPPS?

Para os gestores de regimes próprios, esse fechamento da curva de juros é uma excelente notícia. Quando as taxas de juros projetadas para o futuro caem, o preço “de hoje” dos títulos públicos em carteira aumenta. Esse fenômeno, chamado de marcação a mercado positiva, valoriza o patrimônio líquido do fundo imediatamente. Conforme o mercado espera, o cenário para o Copom na próxima quarta-feira permanece de corte na Selic, o que favorece ativos de renda fixa atrelados ao IMA-B e IRF-M.

Desempenho dos Índices de Renda Fixa:

• IMA-B 5+: +0,2334%
• IMA-B: +0,1486%
• IMA-B 5: +0,0392%
• IRF-M: +0,1908%
• IRF-M 1: +0,0639%

Dólar – Real resiste abaixo dos R$ 5,00

O dólar comercial fechou em queda de 0,10%, cotado a R$ 4,998.
Apesar da alta acumulada na semana, o Real conseguiu fechar a sexta-feira com uma leve valorização, acompanhando o enfraquecimento global da moeda americana (índice DXY caiu 0,23%). Manter a divisa abaixo do patamar psicológico de R$ 5,00 é fundamental para conter as expectativas de inflação, já que uma moeda mais valorizada ajuda a amortecer o custo de insumos importados, como o trigo e derivados de petróleo.

E agora?

Iniciamos uma semana mais curta, mas que promete ser a mais importante do mês. Teremos a divulgação do IPCA-15 na terça-feira e a “Super Quarta”, com decisões de juros no Brasil e nos EUA. A expectativa é de que as taxas brasileiras continuem em trajetória de queda cautelosa. Para o investidor, o desafio será manter o equilíbrio: as semanas são curtas, mas a agenda de indicadores é longa e exigirá foco total nos fundamentos.

Agenda do dia: Indicadores Econômicos (27/04)

Fique de olho nestes dados hoje:

• 🇧🇷 08:25 – Boletim Focus: Atualização das projeções do mercado para inflação, câmbio e Selic.
• 🇺🇸 11:30 – Índice de Atividade Fed Dallas: Mede o pulso industrial no estado do Texas.
• 🇪🇺 14:30 – Pronunciamento de Schnabel (BCE): Pistas sobre a política monetária na Europa.

Mantenha sua estratégia ancorada em dados técnicos e serenidade. Acompanhe a cobertura completa da “Super Quarta” no nosso Morning News.

R3 Investimentos
www.instagram.com/r3investimentos_

Navegue por categorias

Conteúdo estratégico para quem investe com visão de longo prazo.
Acompanhe os principais fatos e indicadores do mercado com análise técnica e acessível.
O seu informativo diário com tudo o que você precisa saber para investir com segurança e visão de futuro.
Tudo que você precisa saber sobre RPPS, legislação, cenário econômico e estratégia: tudo sobre o universo dos Regimes Próprios.

Mais notícias