MORNING NEWS

Dólar em disparada e ruído político pressionam o Ibovespa

As festas de fim de ano estão batendo à porta, mas o mercado financeiro ainda não entrou totalmente em recesso. Em uma segunda-feira de liquidez reduzida — característica típica desta época em que muitos investidores já estão de “papo para o ar” —, o Ibovespa fechou em leve queda de 0,21%, aos 158.141,65 pontos. Com este resultado, o principal índice da nossa bolsa acumula uma baixa de 0,55% no mês de dezembro.
Enquanto as bolsas americanas subiram impulsionadas pela recuperação do setor de tecnologia, por aqui o clima foi de cautela. O dólar comercial saltou 1,00%, atingindo a sétima alta consecutiva, e os juros futuros (DIs) avançaram por toda a curva. O cenário político voltou a ditar o ritmo, com o mercado monitorando as peças que começam a se mover para a sucessão presidencial de 2026. Apesar de boas notícias na arrecadação federal e na melhora das projeções de inflação, o “fator Brasília” elevou o prêmio de risco.
Convidamos você a conferir os detalhes deste pregão e o que esperar para a antevéspera de Natal nas seções a seguir.

 

Olhar Global – Wall Street ignora cautela e foca na “Alta de Natal”

No exterior, o sentimento foi bem mais festivo do que no Brasil. Em Nova York, os investidores deixaram de lado as preocupações recentes e voltaram às compras, especialmente no setor de tecnologia e Inteligência Artificial. O mercado acredita que a combinação de dados econômicos resilientes e o ciclo de queda de juros nos EUA (ainda que gradual) oferece um cenário favorável para o início de 2026.
Entretanto, nem tudo é celebração. Na Europa, as bolsas fecharam em queda, refletindo a saída de recursos em direção aos EUA e as tensões geopolíticas envolvendo a movimentação militar norte-americana próxima à Venezuela, o que mantém o preço do petróleo em patamares elevados.

• Dow Jones: +0,46%
• S&P 500: +0,64%
• Nasdaq: +0,52%

 

Ibovespa – Vale e Petrobras seguram o índice; Varejo e Axia Energia derrapam

O Ibovespa encerrou aos 158.141,65 pontos. Apesar da queda no dia, o índice sustenta uma valorização sólida de 31,22% no ano de 2025.
O pregão de hoje foi como um panetone mal distribuído: algumas fatias estavam ótimas, outras deixaram a desejar.
• Vale (VALE3): Foi o grande destaque positivo, subindo 2,92%. A mineradora surfou na valorização do minério de ferro na Ásia e evitou que o Ibovespa tivesse um tombo maior.
• Petrobras e “Petro-juniores”: A Petrobras (PETR4) subiu 0,29%, acompanhando a alta do petróleo lá fora. No mesmo embalo, a PRIO (PRIO3) saltou 3,14% e a Brava Energia (BRAV3) avançou 1,29%.
• Axia Energia (AXIA3): Na contramão, a empresa viu suas ações despencarem 2,17% após o anúncio de uma bonificação robusta, que o mercado avalia ter gerado um movimento de realização de lucros.
• Varejo: Setores sensíveis aos juros sofreram com a alta dos DIs. Lojas Renner (-3,47%) e Magalu (-2,81%) registraram perdas importantes.

 

Juros – Curva de juros abre com força em dia de cautela política

As taxas de juros futuros (DIs) fecharam em alta generalizada nesta segunda-feira. O movimento foi mais intenso nos contratos de médio e longo prazo, que são justamente os mais sensíveis às incertezas fiscais e políticas.
A principal razão para essa alta foi a percepção de risco político. Com a proximidade de 2026, falas sobre o futuro das privatizações e o tamanho do Estado tendem a deixar os investidores mais defensivos. O mercado espera que a taxa Selic permaneça no patamar atual de 15% por mais tempo, diante da necessidade de ancorar as expectativas de inflação.

Impacto no RPPS: Para os gestores dos RPPS, a alta nas taxas de juros futuros pressiona negativamente a marcação a mercado dos títulos de renda fixa (como as NTN-Bs). No entanto, para novas alocações, esse cenário oferece taxas de retorno reais mais atrativas, o que pode ajudar no cumprimento das metas atuariais no longo prazo.

 

Desempenho dos índices de referência:

• IMA-B 5+: -0,4828%
• IMA-B: -0,2706%
• IMA-B 5: -0,0009%
• IRF-M: -0,1607%
• IRF-M 1: +0,0345%

Dólar – Sétima alta seguida: Moeda americana encosta em R$ 5,60

O dólar comercial fechou com forte alta de 1,00%, cotado a R$ 5,584. Diferente do que ocorreu no resto do mundo (onde o dólar perdeu força frente a outras moedas globais), por aqui a divisa subiu devido à saída de capital estrangeiro e ao ambiente doméstico carregado.
Esse encarecimento da moeda americana impacta diretamente a inflação (encarecendo importados) e os investimentos internacionais. Para o RPPS, a valorização do dólar reforça a importância de estratégias que busquem proteção cambial ou ativos dolarizados para equilibrar a carteira.

E agora?

A terça-feira reserva emoções fortes antes da ceia de Natal. O mercado brasileiro estará focado na divulgação do IPCA-15 de dezembro, que é o “termômetro oficial” da nossa inflação. Nos Estados Unidos, o foco será o PIB do 3º trimestre e a confiança do consumidor. Além disso, as atenções políticas seguem voltadas para entrevistas e acenos dos principais campos políticos para 2026.

 

Agenda do dia: Indicadores Econômicos

• 🇧🇷 09:00 – IPCA-15 (Inflação – Brasil)
• 🇺🇸 10:30 – Pedidos de Bens Duráveis (EUA)
• 🇺🇸 12:00 – Confiança do Consumidor – Conference Board (EUA)

Desejamos que você aproveite este clima de final de ano com consciência financeira. Amanhã estaremos aqui para o último resumo antes do feriado.

R3 Investimentos
www.instagram.com/r3investimentos_

Navegue por categorias

Conteúdo estratégico para quem investe com visão de longo prazo.
Acompanhe os principais fatos e indicadores do mercado com análise técnica e acessível.
O seu informativo diário com tudo o que você precisa saber para investir com segurança e visão de futuro.
Tudo que você precisa saber sobre RPPS, legislação, cenário econômico e estratégia: tudo sobre o universo dos Regimes Próprios.

Mais notícias