MORNING NEWS

Os 200 mil pontos nunca estiveram tão perto e dólar mantém ritmo de queda

No Dia Mundial do Café, o mercado financeiro brasileiro serviu uma dose “extra forte” de otimismo. O Ibovespa emendou sua 11ª alta consecutiva, subindo 0,33% para fechar aos 198.657,33 pontos — um novo recorde histórico. Embalada por um cenário global mais palatável, com a inflação ao produtor nos EUA vindo abaixo do esperado e o petróleo perdendo temperatura, a nossa Bolsa chegou a tocar os 199 mil pontos durante a manhã. Falta apenas um “golinho” para a barreira psicológica dos 200 mil.
No acumulado de abril, o índice já valoriza 5,97%, consolidando um desempenho excepcional no ano (+23,29%). O dólar comercial, por sua vez, manteve a toada de queda e fechou a R$ 4,993, enquanto os juros futuros (DIs) recuaram na maior parte da curva, reagindo a dados mais fracos do setor de serviços no Brasil. Esse ambiente de juros futuros em queda é um prato cheio para os investidores de longo prazo, como os RPPS, pois favorece a valorização das carteiras de renda fixa.
Para entender como esse aroma de diplomacia e os dados econômicos impactam o futuro das suas aplicações, acompanhe os detalhes nas seções a seguir.

Olhar Global – Inflação americana traz alívio e petróleo cede

O panorama internacional foi marcado por um blend de alívio e vigilância. A inflação ao produtor (PPI) nos EUA em março subiu menos do que o mercado acreditava, o que é uma excelente notícia para quem espera o fim do ciclo de juros altos por lá. Esse dado, somado à queda nas cotações do petróleo, impulsionou as bolsas em Nova York e na Europa, que atingiram as máximas de um mês.
Apesar do otimismo, o “amargor” geopolítico persiste: o Irã revelou ter montado reservas estratégicas fora do Golfo Pérsico, garantindo fôlego para manter o impasse no Estreito de Ormuz por meses, se necessário. No entanto, o mercado prefere focar na viabilidade de novas conversas presenciais entre Irã e EUA, que podem finalmente destravar as rotas comerciais.

• Dow Jones: +0,66% (48.538,37 pts)
• S&P 500: +1,18% (6.967,40 pts)
• Nasdaq: +1,96% (23.639,08 pts)

Ibovespa – A 11ª subida rumo ao topo histórico

O principal índice da nossa bolsa encerrou o dia no maior patamar da história: 198.657,33 pontos.
Os grandes bancos foram os responsáveis por “adoçar” o pregão, com altas consistentes no Itaú (+1,53%) e Banco do Brasil (+2,55%). A Vale (VALE3) também deu um empurrãozinho importante (+1,08%), ignorando a queda do minério de ferro na China. Outro destaque foi a MBRF (MBRF3), que subiu 4,14% após avançar em parcerias estratégicas no Oriente Médio.
Na contramão, a Petrobras (PETR4) esfriou o ímpeto e caiu 3,82%, acompanhando a forte baixa do petróleo no mercado mundial. No geral, o Ibovespa segue uma trajetória de “grão em grão”, rompendo resistências e atraindo o fluxo estrangeiro, que vê no Brasil um porto seguro em meio à turbulência global.

Juros – Dados de serviços e o impacto no RPPS

Os juros futuros (DIs) fecharam em queda na maior parte da curva. O movimento foi influenciado pelo setor de serviços no Brasil, que cresceu apenas 0,1% em fevereiro — um resultado abaixo do que o mercado esperava, indicando que a economia está “esfriando”.

O que isso significa para o RPPS?

Para os gestores de regimes próprios, a queda nos juros futuros (especialmente nos prazos curtos e médios) é sinônimo de marcação a mercado positiva.

Quando o mercado projeta juros menores para o futuro, os títulos públicos de renda fixa que o seu fundo já tem em carteira (como NTN-Bs e Prefixados) tornam-se mais valiosos hoje.

Isso ajuda a impulsionar o patrimônio líquido e facilita o alcance da meta atuarial. Atualmente, o mercado já precifica com 75% de probabilidade um novo corte na Selic pelo Copom, o que reforça essa tendência de valorização dos ativos de renda fixa.

Comportamento dos Índices:

• IMA-B 5+: +0,1311%
• IMA-B: +0,1245%
• IMA-B 5: +0,1159%
• IRF-M: +0,1662%
• IRF-M 1: +0,0764%

Dólar – Moeda abaixo de R$ 5,00 pela quinta sessão

O dólar comercial fechou em queda de 0,07%, cotado a R$ 4,993.
Esta foi a quinta queda seguida da moeda americana frente ao real. O movimento reflete a fraqueza global do dólar (índice DXY caiu 0,24%) e o interesse estrangeiro no Brasil. Conforme o mercado acredita, se as tensões geopolíticas continuarem cedendo, há espaço para a moeda buscar patamares próximos de R$ 4,90. Para o seu investimento, um dólar estável ou em queda ajuda a controlar a inflação de produtos importados, preservando o poder de compra e a rentabilidade real das aplicações.

E agora?

O mercado inicia esta quarta-feira com o aroma de novos dados econômicos. Teremos a divulgação das Vendas no Varejo no Brasil e dados industriais nos EUA. A grande expectativa, porém, permanece no campo diplomático: qualquer sinal de aperto de mãos entre as potências no Oriente Médio pode ser o ingrediente final para o Ibovespa romper a histórica barreira dos 200 mil pontos.

Agenda do dia: Indicadores Econômicos (15/04)

Eventos para monitorar hoje:

• 🇧🇷 08:00 – IGP-10 (Abril): Mais um termômetro para a inflação de custos.
• 🇧🇷 09:00 – Vendas no Varejo (Fevereiro): Essencial para medir o consumo das famílias.
• 🇺🇸 09:30 – Índice Empire State: Nível de atividade industrial nos EUA.
• 🇺🇸 15:00 – Livro Bege: O relatório do Fed que detalha as condições econômicas americanas.

Mantenha sua estratégia bem filtrada e aproveite o bom momento dos mercados.
Acompanhe nosso Morning News.

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