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Nova York renova recordes em feriado nacional; B3 retoma negócios sob vigilância

Enquanto as mesas de operação no Brasil fecharam as portas nesta quinta-feira (04) para a pausa do feriado nacional de Corpus Christi, as engrenagens do mercado financeiro global continuaram girando a pleno vapor. O grande destaque do dia foi a forte recuperação em Wall Street, liderada pelo índice Dow Jones, que saltou 1,7% e cravou um novo recorde histórico de fechamento. Esse fôlego no exterior trouxe um alívio técnico para os ativos, ajudando a contrabalançar o estresse da última sessão, quando o Ibovespa acumulou recuo de 1,96% no mês de junho.

A dinâmica global foi guiada por um forte rearranjo nos setores de saúde e financeiro nos Estados Unidos, que compensaram o comportamento mais tímido das grandes empresas de tecnologia. Diante da melhora moderada na percepção de risco lá fora, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) recuaram, o que abre espaço para uma abertura mais amena nos mercados emergentes. No último fechamento oficial, o dólar comercial havia subido para R$ 5,067 e as taxas dos juros futuros (DIs) registraram forte alta por toda a curva. Hoje, o mercado brasileiro retoma os negócios com foco total na consolidação desse viés de recuperação externa.

Convidamos você a acompanhar na íntegra as seções a seguir para entender os gatilhos que guiarão a reabertura dos portfólios nesta sexta-feira.

Olhar Global – Dow Jones crava recorde histórico com setor de saúde e bancos

O panorama internacional viveu uma quinta-feira de forte respiro e rotação de carteiras no mercado norte-americano. O índice Dow Jones foi o grande destaque do dia, impulsionado pelo salto de 5,2% da gigante de seguros UnitedHealth, após o Bank of America elevar a recomendação das suas ações. O movimento de alta ganhou musculatura com a valorização expressiva das instituições financeiras e do setor farmacêutico, levando o índice bancário KBW ao seu melhor patamar em quatro meses. Na Europa, a maioria das bolsas acompanhou o embalo e encerrou a sessão no azul, ignorando as perdas registradas na região Ásia-Pacífico.
Por outro lado, o setor de tecnologia impediu uma festa ainda maior em Nova York. A fabricante de chips Broadcom despencou 12,6% apesar de divulgar lucros robustos. O mercado acredita que os investidores impuseram padrões elevados demais para as empresas ligadas à Inteligência Artificial, gerando pequenas realizações de lucros quando as metas não são superadas de forma esmagadora. Na renda fixa global, os títulos de dez anos do governo americano registraram leve valorização, aliviando as taxas de juros mundiais.

Dow Jones: +1,70% (51.561,93 pts)
S&P 500: +0,40% (7.584,31 pts)
Nasdaq: -0,11% (26.830,98 pts)

Ibovespa – Expectativa de reabertura após o tombo pré-feriado

Por conta do feriado de Corpus Christi, o principal índice da nossa Bolsa não operou na quinta-feira, permanecendo estacionado nos 170.330,63 pontos, patamar herdado da quarta-feira. No acumulado do ano de 2026, a valorização do benchmark sustenta alta de +5,89%.
A reabertura dos negócios nesta sexta-feira deve funcionar como um ajuste de contas entre o estresse doméstico recente — causado pelos ruídos das tarifas de importação impostas pelos EUA — e o forte alívio observado nas bolsas americanas ontem. O mercado acredita que os fundamentos das grandes empresas brasileiras, como a Vale (VALE3) e as companhias de siderurgia, continuam atrativos e protegidos por extensas listas de isenções comerciais, o que pode atrair o investidor local na busca por barganhas após os excessos da última sessão.

Juros – Alívio nos yields americanos abre espaço para acomodação dos DIs

Devido à pausa institucional, o mercado de juros futuros (DIs) não registrou novos negócios na quinta-feira. No último fechamento (03/06), a curva havia apresentado uma forte abertura, com os contratos intermediários saltando até 40 pontos-base diante da reprecificação de prêmios por grandes casas de análise.

O que isso significa para o RPPS?

A forte alta recente das taxas futuras gerou uma marcação a mercado negativa nos balanços das carteiras previdenciárias de longo prazo. Como os títulos públicos prefixados (IRF-M) e indexados (IMA-B) sofrem um ajuste contábil para baixo quando as taxas de mercado sobem, o patrimônio líquido dos fundos enfrentou oscilações em relação à meta atuarial.

No entanto, o recuo nas taxas dos títulos americanos ontem abre espaço para uma saudável acomodação dos prêmios de risco na reabertura da B3. Conforme o mercado espera, o Banco Central manterá uma conduta cautelosa com a Selic terminal para proteger as expectativas inflacionárias desancoradas. Para o gestor de RPPS, essas janelas de taxas elevadas na Renda Fixa continuam se desenhando como excelentes oportunidades para adquirir títulos públicos de carregamento, garantindo prêmios reais que superam com folga as metas regulamentares de longo prazo.

Último fechamento dos índices de renda fixa (03/06):

IMA-B 5+: -0,9345%
IMA-B: -0,6546%
IMA-B 5: -0,3051%
IRF-M: -0,6199%
IRF-M 1: +0,0089%

Dólar – Moeda busca equilíbrio após saltar para R$ 5,06

O mercado de câmbio no Brasil permaneceu fechado ontem, mantendo a cotação oficial em R$ 5,067.
No exterior, a divisa norte-americana operou firme, com o índice DXY se reaproximando dos 99,53 pontos, impulsionado pela resiliência da atividade nos Estados Unidos. A expectativa para a reabertura do mercado de câmbio doméstico nesta sexta-feira é de acomodação técnica, uma vez que o superávit fiscal reportado pelo governo brasileiro no início da semana e a solidez das contas externas atuam como importantes amortecedores contra desvalorizações desordenadas do Real.

E agora?

A sexta-feira marca o retorno pleno da liquidez aos mercados brasileiros e chega com o prato principal da agenda global: a divulgação do Payroll (relatório oficial de empregos nos Estados Unidos) e a taxa de desemprego norte-americana de maio. Esses indicadores são fundamentais para que o Federal Reserve calibre os próximos passos dos juros globais. Se os dados vierem em linha com o processo de desinflação e o rali de Nova York se estender, a Bolsa brasileira tem o cenário ideal para recuperar seu bom humor vencedor.

Agenda do dia: Indicadores Econômicos (05/06)

Gatilhos econômicos cruciais para monitorar hoje:

🇺🇸 09h30 – Bureau of Labor Statistics: Relatório de Empregos (Payroll) e Taxa de Desemprego de maio nos EUA.
🇺🇸 14h00 – Baker Hughes: Contagem de poços e plataformas de petróleo em operação.
🇺🇸 16h00 – Federal Reserve: Dados de Crédito ao Consumidor (Abril).

Ajuste suas estratégias com rigor técnico e garanta a proteção do seu passivo atuarial. Acompanhe os impactos do Payroll em tempo real no nosso Morning News.

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