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Dados do exterior afetam bolsa e dólar volta a superar os R$ 5,00

O mercado financeiro enfrentou uma quinta-feira de cautela e ajustes. A incerteza global voltou a ditar o ritmo dos negócios, impedindo que o Ibovespa sustentasse patamares mais altos. O índice encerrou o dia em queda de 0,78%, aos 191.378,43 pontos, acumulando sua terceira baixa consecutiva, embora ainda preserve um ganho de 2,09% no mês de abril. O principal fator de pressão foi o recrudescimento das tensões no Oriente Médio, que fez o petróleo retomar o patamar de US$ 100 e impulsionou o dólar novamente para cima dos R$ 5,00.
Enquanto as bolsas americanas recuaram em bloco, os juros futuros brasileiros (DIs) apresentaram uma subida expressiva em toda a curva, refletindo o receio de que o encarecimento da energia pressione a inflação doméstica. Para os regimes de previdência (RPPS), o cenário exigiu atenção à marcação a mercado, já que a valorização da Petrobras não foi suficiente para compensar o recuo dos grandes bancos e da mineradora Vale.
Acompanhe os detalhes técnicos e os impactos dessas movimentações nas seções a seguir.

Olhar Global – Impasse no Estreito de Ormuz eleva o prêmio de risco

O panorama internacional segue dominado pela geopolítica. O impasse no Estreito de Ormuz continua, com o Irã condicionando o cessar-fogo ao fim do cerco marítimo, enquanto o governo americano mantém uma postura de vigilância rigorosa na região. A detecção de drones em território iraniano elevou o estado de alerta, afastando os investidores de ativos de risco.
Apesar da prévia do PMI nos EUA indicar que a atividade econômica por lá segue resiliente, o mercado preferiu focar no “custo da guerra”. Com o petróleo mais caro, o medo de uma inflação persistente voltou a pesar nos balanços corporativos e nas projeções de juros globais.

• Dow Jones: caiu 0,36%
• S&P 500: recuou 0,41%
• Nasdaq: teve queda de 0,89%

Ibovespa – Realização de lucros e o peso do setor bancário

A Bolsa brasileira fechou aos 191.378,43 pontos. No acumulado do ano de 2026, a valorização é de +18,78%.
Após o rali que levou o índice próximo dos 200 mil pontos em meados do mês, o Ibovespa atravessa um processo natural de realização de lucros. A Petrobras (PETR4) subiu 1,40%, funcionando como um porto seguro devido à alta do petróleo. Contudo, a Vale (VALE3) recuou 1,43% e os grandes bancos foram os principais responsáveis pela queda do índice: o Bradesco (BBDC4) caiu 2,16% e o Itaú (ITUB4) perdeu 1,89%.
Analistas acreditam que o mercado está precificando uma cautela maior com o setor de crédito diante da manutenção de juros altos por mais tempo, o que gera esse movimento de retração no setor financeiro.

 

Juros – Alta das commodities pressiona a curva futura

Os juros futuros (DIs) encerraram com forte abertura (alta nas taxas), com avanços de até 23 pontos-base. Esse movimento foi impulsionado pelo receio de que o petróleo caro force o Banco Central a ser menos agressivo nos cortes da Selic à frente.

O que isso significa para o RPPS?

A subida dos juros gera a marcação a mercado negativa. Quando a taxa de juros futura sobe, o preço dos títulos públicos em carteira (especialmente os prefixados e atrelados ao IPCA) cai no curto prazo. Para o gestor de RPPS, é um momento de volatilidade que exige foco no carregamento dos ativos até o vencimento para garantir a rentabilidade real pactuada.

Comportamento dos índices de renda fixa:

• IMA-B 5+: -0,5537%
• IMA-B: -0,3844%
• IMA-B 5: -0,1652%
• IRF-M: -0,4407%
• IRF-M 1: -0,0050%

 

Dólar- Moeda volta a superar o patamar de R$ 5,00

O dólar comercial fechou em alta de 0,59%, cotado a R$ 5,003.
Após um período de calmaria, a divisa americana voltou a ser buscada como refúgio global em meio ao aumento das hostilidades no Oriente Médio. O movimento acompanhou a força do dólar no exterior (índice DXY subiu 0,22%). Para o dia a dia, a volta ao patamar de R$ 5,00 acende o alerta para o custo de insumos importados, o que pode impactar a inflação oficial (IPCA) nos próximos meses.

 

E agora?

Chegamos ao final da semana com o mercado tentando digerir o aumento da tensão geopolítica e o início da temporada de balanços do primeiro trimestre, que começa com a Usiminas hoje. A expectativa é que a volatilidade continue alta até que os sinais de diplomacia no Oriente Médio se tornem mais concretos.

Agenda do dia: Indicadores Econômicos (24/04)

Acompanhe os dados que podem movimentar o mercado hoje:

• 🇧🇷 08:30 – Investimento Estrangeiro Direto (IED): Fluxo de capital para o Brasil.
• 🇺🇸 11:00 – Índice Michigan de Percepção do Consumidor: Confiança do consumidor americano.
• 🇧🇷 14:30 – Fluxo Cambial Estrangeiro: Entrada e saída de dólares no país.

Acompanhe as análises técnicas da temporada de balanços e os impactos no seu patrimônio no nosso Morning News.

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