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Ibovespa alcança 10ª alta seguida aos 179 mil com PIB e Petrobras, e Dólar cede a R$ 5,15

O mês de setembro começou em ritmo acelerado para o mercado financeiro brasileiro, estendendo a sequência positiva da renda variável em meio ao crescimento acima do esperado do PIB no segundo trimestre e à forte disparada das cotações do petróleo. O movimento sustentou a recuperação da Bolsa paulista, ao mesmo tempo em que a leitura detalhada da atividade reforçou expectativas de descompressão monetária. Neste cenário, o Ibovespa acumula valorização de +1,30% no mês de setembro.

No câmbio, o real descolou do exterior e fez o dólar comercial fechar em queda, cotado a R$ 5,156. Em Wall Street, o recrudescimento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e a subida das Treasuries levaram as bolsas americanas a fechar no terreno negativo. Na renda fixa doméstica, a leitura do cenário macroeconômico fez os juros futuros (DIs) fecharem em queda ao longo de toda a curva. Convidamos você a acompanhar na íntegra a análise detalhada dos mercados e seus impactos na gestão previdenciária nas seções a seguir.

Olhar Global – Escalada militar no Oriente Médio faz petróleo saltar 5% e derruba Wall Street

O panorama internacional registrou um início de mês marcado por acentuada aversão ao risco nas praças financeiras globais. A intensificação dos ataques militares entre as forças dos Estados Unidos e o Irã reduziu as perspectivas de um acordo diplomático no curto prazo, gerando temores de interrupções no fornecimento energético e empurrando as cotações internacionais do petróleo para uma expressiva alta de 5% no dia.

Esse encarecimento do petróleo reacendeu as preocupações das mesas globais com pressões inflacionárias, levando dirigentes do Federal Reserve a voltarem a citar a possibilidade de manutenção ou ajuste nas taxas de juros. Em reação, os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano (Treasuries) subiram e puxaram os principais índices de Nova York e da Europa para o terreno negativo.

O índice Dow Jones recuou 0,79% (52.766,39 pontos)

O S&P 500 cedeu 0,71% (7.631,54 pontos)

O Nasdaq teve queda de 1,03% (26.099,77 pontos)

Ibovespa – Bolsa engata décima alta seguida com PIB surpreendendo e rali da Petrobras

O principal índice de referência da B3 encerrou a sessão aos 179.722,48 pontos, registrando expressiva valorização de +1,30% no dia (ganho de 2.303,70 pontos) após chegar a superar os 181 mil pontos na máxima intradiária. Com a décima vitória consecutiva, o Ibovespa acumula ganho de +1,30% no mês de setembro e eleva o seu retorno em 2026 para +11,54% (com desempenho de +4,48% no 3T26).

A abertura positiva dos negócios foi impulsionada pela divulgação do PIB do 2º trimestre no Brasil, que avançou acima das projeções de mercado e colocou o país em 5º lugar no ranking de crescimento global da Austin Rating. Embora o número cheio tenha vindo forte puxado pela agropecuária, a análise detalhada dos dados mostrou perda de fôlego na atividade doméstica, o que, conforme o mercado espera, confirma que a política monetária restritiva está funcionando e abre espaço para novos cortes na taxa Selic pelo Banco Central.

A estrela do pregão foi a Petrobras (PETR4), que disparou 4,11% impulsionada pelo salto do petróleo e pelo anúncio de recorde mensal de produção em julho. A Vale (VALE3) subiu 0,58%, enquanto os grandes bancos garantiram apoio robusto com altas no Banco do Brasil (BBAS3, +2,27%), Bradesco (BBDC4, +1,22%) e Itaú Unibanco (ITUB4, +0,95%), contra recuo pontual do Santander Brasil (SANB11, -0,74%). A B3 (B3SA3) avançou 2,47% e a Casas Bahia (BHIA3) voltou a disparar (+36,36%).

Juros – DIs caem até 12 pontos-base com descompressão do PIB e favorecem carteiras de Renda Fixa (ALM)

O mercado de juros futuros (DIs) na B3 encerrou a terça-feira apresentando um importante movimento de fechamento de taxas, com recuos de até 12,0 pontos-base ao longo de toda a estrutura a termo.

A queda das taxas futuras ocorreu de forma descolada do exterior, onde os rendimentos dos títulos americanos subiram. A curva brasileira reagiu à leitura de que a desaceleração da atividade econômica interna, evidenciada pelos detalhes do PIB, alivia as pressões inflacionárias de longo prazo e abre caminho para a continuidade da flexibilização monetária pelo Copom. Durante a sessão, o Tesouro Nacional realizou leilão de títulos públicos com venda integral das ofertas de NTN-B e LFT.

O que isso significa para o RPPS?

Para a governança e os comitês de investimentos dos Regimes Próprios, a compreensão da dinâmica do DI futuro é essencial para o planejamento de Asset Liability Management (ALM).

O DI futuro é a taxa básica utilizada pelo mercado para precificar os títulos públicos federais (NTN-Bs, LFTs) e ativos de crédito privado. Quando as taxas de juros futuras caem, os títulos de renda fixa mantidos em carteira passam por uma valorização contábil imediata via marcação a mercado positiva.

Desempenho dos principais índices de renda fixa:

IMA-B 5+: +0,1325%
IMA-B: +0,1285%
IMA-B 5: +0,1216%
IRF-M: +0,2202%
IRF-M 1: +0,0607%

Conforme o mercado prevê, o movimento de valorização nos títulos atrelados ao IPCA e prefixados auxilia o desempenho das carteiras previdenciárias rumo ao cumprimento da meta atuarial, reforçando o valor estratégico das NTN-Bs para a imunização do passivo de longo prazo.

Dólar – Dólar comercial cai 0,47% e fecha a R$ 5,156 com entrada de fluxo emergente

O dólar comercial encerrou o pregão em queda de 0,47%, cotado a R$ 5,156 para venda (oscilando entre a mínima de R$ 5,138 e a máxima de R$ 5,202).

A segunda desvalorização consecutiva da moeda norte-americana frente ao real ocorreu na contramão do cenário internacional, onde o índice DXY avançou 0,26%, para os 99,69 pontos. O mercado avalia que a combinação de juros reais atrativos no Brasil com a busca de investidores globais por ativos emergentes de commodities impulsionou a entrada de capital no país, aliviando a cotação cambial e contendo pressões sobre os preços de insumos importados.

E agora?

A quarta-feira reservará dados de inflação local e sinalizações da política monetária norte-americana. No cenário doméstico, a Fipe divulga o IPC-Fipe de agosto, enquanto o Banco Central publica o relatório semanal de Fluxo Cambial Estrangeiro. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve divulga o Livro Bege, relatório com o diagnóstico detalhado sobre as condições econômicas regionais do país, indicador fundamental para balizar as apostas de juros em Wall Street.

Agenda do dia: Indicadores Econômicos (02/09/2026)

Principais divulgações para acompanhar hoje:

🇧🇷 06h00 – Fipe: Divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe de agosto).
🇧🇷 14h30 – Banco Central: Relatório semanal de Fluxo Cambial Estrangeiro no Brasil.
🇺🇸 15h00 – Federal Reserve: Divulgação do relatório Livro Bege sobre a economia dos EUA.

Mantenha a governança do seu instituto alinhada às melhores práticas de ALM e aproveite a estrutura das taxas reais para otimizar a imunização do seu passivo atuarial. Acompanhe a repercussão dos dados no nosso Morning News.

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