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Ibovespa avança com salto da Petrobras às vésperas da Super Quarta e Dólar sobe a R$ 5,15

O mercado financeiro brasileiro operou em tom de compasso de espera nesta terça-feira, em uma sessão marcada por menor liquidez e cautela antes das decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. O Ibovespa recuperou parte das perdas da véspera ao subir 0,54%, aos 186.502,64 pontos, sustentando uma valorização acumulada de +5,12% no mês de setembro.
O movimento de alta da Bolsa paulista foi garantido pelo forte impulso do setor petrolífero, com a cotação do barril de petróleo Brent saltando para US$ 107 no exterior. O alívio na renda variável ocorreu a despeito da desaceleração nas vendas do varejo doméstico em julho e do acirramento das divergências políticas no Supremo Tribunal Federal. No câmbio, o dólar comercial subiu 0,14%, cotado a R$ 5,154. Em Wall Street, o mau humor prevaleceu e as bolsas em Nova York fecharam no vermelho. Na renda fixa nacional, os juros futuros (DIs) fecharam em alta por toda a curva, acompanhando o avanço dos títulos públicos americanos. Convidamos você a acompanhar na íntegra a análise detalhada dos mercados e seus impactos na gestão atuarial nas seções a seguir.

Olhar Global – Petróleo Brent atinge US$ 107 e Treasuries na máxima em 19 anos derrubam Wall Street

O panorama internacional registrou mais uma jornada de aversão ao risco nas praças financeiras de Nova York. O principal fator de pressão continuou sendo o avanço das cotações da energia: o petróleo tipo Brent disparou para US$ 107 o barril em meio a receios renovados com a capacidade de suprimento na Arábia Saudita, renovando os temores de pressões inflacionárias persistentes.
Diante do quadro de inflação pressionada, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) de 10 anos atingiram os maiores patamares desde 2007. O movimento refletiu a leitura do mercado de que o Federal Reserve possa promover um ajuste de alta de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros em sua reunião desta quarta-feira, elevando o limite máximo para 4,0% ao ano.

O índice Dow Jones caiu 0,63% (52.092,57 pontos)

O S&P 500 recuou 0,45% (7.585,68 pontos)

O Nasdaq teve queda de 0,78% (25.981,57 pontos)

Ibovespa – Bolsa ganha mil pontos puxada por Petrobras e PRIO, superando ruídos do STF e varejo

O principal índice de referência de ações da B3 encerrou a sessão aos 186.502,64 pontos, registrando valorização de +0,54% no dia (ganho de 1.001,76 pontos). Com o resultado, o Ibovespa consolida um retorno no mês de setembro de +5,12% e eleva o ganho acumulado em 2026 para +15,75% (com desempenho de +8,42% no 3T26).
A sustentação do Ibovespa veio do forte apetite comprador pelas petroleiras: a Petrobras (PETR4) disparou 3,09% e a PRIO (PRIO3) avançou 2,77%, surfando a alta do petróleo no exterior. A B3 (B3SA3) subiu 0,29% e o Itaú Unibanco (ITUB4) avançou 0,76%, compensando as quedas nos demais grandes bancos (BBAS3 -0,36%, BBDC4 -0,71% e SANB11 -0,99%). Na ponta negativa, a Vale (VALE3) cedeu 1,17% acompanhando o recuo do minério na China.
No cenário interno, o IBGE divulgou queda nas vendas do varejo em julho, sinalizando que o nível restritivo de juros segue desacelerando o consumo das famílias. Paralelamente, os investidores acompanharam os intensos embates no STF em torno de investigações policiais e desdobramentos sobre o cenário eleitoral de outubro.

Juros – DIs sobem até 8,5 pontos-base com tensão no STF e Treasuries antes do Copom e Fed

O mercado de juros futuros (DIs) na B3 encerrou a terça-feira com elevação das taxas ao longo de toda a curva a termo, registrando avanços de até 8,5 pontos-base nos principais vértices.
A alta das taxas futuras foi motivada pela combinação de ruídos político-institucionais no STF e pelo estresse dos juros soberanos norte-americanos antes da decisão do FOMC. Durante a sessão, o Tesouro Nacional realizou leilão de títulos pós-fixados, colocando integralmente os lotes de 1,15 milhão de NTN-Bs e 750 mil LFTs.

O que isso significa para o RPPS?

Para os comitês e conselhos de investimentos dos Regimes Próprios, a flutuação do DI futuro é a variável mais crítica no planejamento de Asset Liability Management (ALM).

O DI futuro atua como a taxa de desconto utilizada para precificar os títulos públicos federais (NTN-Bs, LFTs) e crédito privado. Quando ocorrem oscilações de alta nas taxas futuras, o valor presente dos papéis mantidos em carteira passa por um ajuste temporário de marcação a mercado negativa.

Esses ajustes pontuais refletiram-se no comportamento dos índices de renda fixa no dia:

IMA-B 5+: -0,0335%
IMA-B: -0,2214%
IMA-B 5: -0,0286%
IRF-M: -0,1055%
IRF-M 1: +0,0457%

Conforme a expectativa do mercado, momentos em que a curva longa de juros abre pontualmente renovam excelentes oportunidades para os RPPS realizarem aportes estruturados em NTN-Bs longas, travando juros reais elevados para a imunização do passivo e o cumprimento da meta atuarial.

Dólar – Dólar comercial fecha em leve alta de 0,14% cotado a R$ 5,154

O dólar comercial encerrou o pregão em alta de 0,14%, cotado a R$ 5,154 para venda (oscilando entre a mínima de R$ 5,127 e a máxima de R$ 5,162).
A segunda valorização consecutiva da moeda americana perante o real operou em sintonia com o exterior, onde o índice DXY avançou 0,25% (aos 99,64 pontos). O mercado avalia que a postura defensiva dos investidores globais antes das decisões de juros nos EUA e no Brasil manteve a demanda pela moeda norte-americana.

E agora?

A quarta-feira trará o momento mais aguardado da semana pelos mercados financeiros globais: a “SuperQuarta”. No Brasil, o Banco Central divulgará a nova taxa básica de juros (Selic pelo Copom), com o mercado projetando a continuidade do ciclo de flexibilização monetária, além da publicação do IBC-Br de julho (prévia do PIB). Nos Estados Unidos, o Federal Reserve anunciará sua decisão de juros, balizando o ritmo das economias globais.

Agenda do dia: Indicadores Econômicos (16/09/2026)

Principais divulgações para acompanhar hoje:

🇧🇷 09h00 – Banco Central: Divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br de julho).
🇧🇷 14h30 – Banco Central: Relatório semanal de Fluxo Cambial Estrangeiro no Brasil.
🇺🇸 15h00 – Federal Reserve: Decisão sobre a Taxa-Alvo de Juros dos Fed Funds nos EUA.
🇧🇷 18h30 – Copom / Banco Central: Decisão sobre a Taxa Básica de Juros (Selic) no Brasil.

Aproveite o dia decisivo de política monetária para recalibrar a estrutura de duration do seu instituto, garantindo a proteção do passivo atuarial. Acompanhe a cobertura completa da SuperQuarta no nosso Morning News.

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