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Ibovespa supera falha técnica na B3 e fecha julho em alta de 3,47%

O mercado financeiro encerrou o mês de julho em tom amplamente positivo, mesmo após um imprevisto operacional sem precedentes atrasar o início dos negócios na Bolsa brasileira em duas horas e meia na última sexta-feira. Superado o problema tecnológico na B3, o Ibovespa subiu 0,47%, alcançando os 177.999,00 pontos, e cravou seu primeiro mês de valorização após quatro quedas consecutivas, acumulando +3,47% em julho.

O ambiente externo favorável serviu de combustível para a alta local, com as bolsas americanas fechando em alta firme lideradas pela recuperação do setor de tecnologia. No câmbio, o dólar comercial teve leve alta de 0,17%, cotado a R$ 5,070, mas encerrou o mês com recuo acumulado de 1,82%. Na renda fixa, os juros futuros (DIs) apresentaram abertura nos vértices intermediários e longos, acompanhando a alta dos rendimentos dos títulos americanos (Treasuries) e do petróleo, enquanto a ponta curta permaneceu ancorada pelas apostas de corte na taxa Selic no Copom desta semana. Na sessão corporativa, o grande destaque foi a disparada de mais de 13% do Santander Brasil após anúncio de oferta de ações pela matriz espanhola, ao lado do suporte sólido da Vale e da Petrobras.

Convidamos você a acompanhar na íntegra os detalhes e os impactos dessas movimentações para o seu portfólio nas seções a seguir.

Olhar Global – Techs lideram rali em Wall Street e inflação comportada anima a Europa

Os mercados acionários internacionais encerraram o mês exibindo sólido apetite por risco. Em Wall Street, os investidores promoveram uma recomposição tática de posições no setor de tecnologia, permitindo que a liderança do mercado se expandisse para além das chamadas “Sete Magníficas”, à medida que o mercado passa a premiar a melhora nos fundamentos operacionais das empresas. Na Europa, as principais praças fecharam no campo positivo após os dados de inflação da Zona do Euro virem em perfeita sintonia com o esperado pelas autoridades monetárias.

No cenário geopolítico, o mercado acompanhou o anúncio de uma proposta de acordo de desarmamento entre os Estados Unidos e o grupo Hamas no Oriente Médio. Contudo, a cautela persistiu diante da manutenção dos atritos entre Washington e Teerã e das incertezas quanto ao fluxo marítimo no Estreito de Ormuz, fator que manteve os preços do petróleo Brent em patamar elevado no encerramento da semana.

O índice Dow Jones subiu 0,58% (semana: +1,04% | julho: +0,32%)
O S&P 500 avançou 0,70% (semana: +1,05% | julho: -0,13%)
O Nasdaq teve alta de 1,00% (semana: +1,59% | julho: -3,20%)

Ibovespa – Bolsa dribla atraso na B3 e encerra o mês nos 177 mil pontos impulsionada por Santander e Vale

O principal índice de referência de ações da B3 encerrou a sessão de sexta-feira cotado aos 177.999,00 pontos, com ganho diário de +0,47%. Com esse resultado, o Ibovespa fechou a semana com alta de +2,27% e consolidou uma valorização de +3,47% no mês de julho, elevando o retorno acumulado em 2026 para +10,47%.

A sessão foi marcada pelo atraso operacional de duas horas e meia na B3, decorrente de uma intercorrência em componente tecnológico de pós-negociação. Resolvido o problema, o mercado concentrou ordens na forte safra de balanços e notícias corporativas. O grande destaque do dia foi o Santander Brasil (SANB11), que disparou 13,35% após a matriz espanhola anunciar intenção de lançar uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) de até R$ 11 bilhões, movimento avaliado pelo mercado como um catalisador de valor para acionistas minoritários.
Outro pilar de sustentação do índice foi a Vale (VALE3, +0,25%), que divulgou balanço do 2T26 acima das estimativas de mercado e anunciou distribuição de dividendos bilionários. A Petrobras (PETR4) avançou 1,35%, acompanhando a alta do petróleo no exterior. No setor bancário, Banco do Brasil (+0,76%), Bradesco (+0,22%) e Itaú Unibanco (+0,35%) também fecharam no azul, enquanto a Usiminas (USIM5, -2,52%) recuou após a leitura de seu resultado trimestral.

Juros – Prazos longos sobem com exterior, mas renda fixa garante retornos positivos para os RPPS

O mercado de juros futuros (DIs) na B3 encerrou a sessão com inclinação da curva de rendimentos. As taxas dos contratos de médio e longo prazo apresentaram elevação, acompanhando o avanço dos rendimentos das Treasuries de 10 anos nos EUA (que subiram para 4,712%) e a alta do petróleo Brent. Já na ponta curta da curva, as taxas permaneceram estáveis e alinhadas com as apostas de que o Copom iniciará a flexibilização monetária no Brasil com um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic nesta semana.

O que isso significa para o RPPS?

Para os comitês de investimentos de Regimes Próprios, a compreensão da dinâmica dos DIs futuros é essencial para a gestão de Asset Liability Management (ALM).

O DI futuro é a taxa básica que baliza os rendimentos da renda fixa do país. Quando as taxas futuras sobem pontualmente, os títulos públicos mantidos em carteira sofrem uma oscilação contábil temporária por marcação a mercado.

Apesar da abertura das taxas futuras longas na sexta-feira, os índices de renda fixa atrelados à inflação fecharam o dia e o mês com sólida rentabilidade acumulada. O IMA-B 5+ subiu +0,6312% e o IMA-B geral avançou +0,3935%, impulsionando as carteiras institucionais rumo ao cumprimento da meta atuarial. Paralelamente, o caixa de curtíssimo prazo e alta liquidez, mensurado pelo IRF-M 1 (+0,0607%), manteve retornos nominais positivos e previsíveis. Conforme a expectativa do mercado, o início dos cortes da Selic deve manter a atratividade dos títulos públicos de longo prazo (NTN-Bs), oferecendo excelentes oportunidades para o travamento de taxas reais atuarialmente confortáveis.

Comportamento dos principais índices de renda fixa:

IMA-B 5+: +0,6312%
IMA-B: +0,3935%
IMA-B 5: +0,1047%
IRF-M: +0,1145%
IRF-M 1: +0,0607%

Dólar – Dólar sobe a R$ 5,070, mas encerra julho com queda acumulada de 1,82%

O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira em leve alta de 0,17%, cotado a R$ 5,070 para venda (oscilando entre a mínima de R$ 5,061 e a máxima de R$ 5,087). No acumulado da semana, a moeda caiu 0,25% e fechou o mês de julho com baixa acumulada de 1,82%.
A variação diária acompanhou o fortalecimento discreto do dólar no cenário internacional perante divisas emergentes, refletido na alta do índice DXY para 99,91 pontos. O mercado acredita que, a despeito das oscilações diárias provocadas pelo petróleo, o fluxo de entrada de recursos estrangeiros para ações e renda fixa brasileira continuou amparando a valorização do Real ao longo de todo o mês de julho, auxiliando no alívio dos custos de importação e no combate às pressões inflacionárias internas.

E agora?

A semana que se inicia marca a abertura do mês de agosto sob total expectativa para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que anunciará na quarta-feira (05) a nova taxa básica de juros da economia brasileira. A agenda desta segunda-feira traz a divulgação da atualização das projeções de inflação e PIB no Boletim Focus pelo Banco Central, além dos dados oficiais do PMI Industrial de julho no Brasil e nos Estados Unidos. A expectativa é de um mercado em posição de cautela analítica antes das decisões do BC.

Agenda do dia: Indicadores Econômicos (03/08/2026)

Principais divulgações para acompanhar hoje:

🇧🇷 08h25 – Banco Central: Relatório com as expectativas de mercado no Boletim Focus.
🇧🇷 10h00 – S&P Global: Divulgação do PMI Industrial de julho no Brasil.
🇺🇸 10h45 – S&P Global: Divulgação do PMI Industrial de julho nos Estados Unidos.

Aproveite o ambiente de corte iminente da Selic para revisar o duration da sua carteira e garantir o perfeito alinhamento do passivo do seu instituto de previdência. Acompanhe os desdobramentos do Boletim Focus e as análises do mercado no nosso Morning News.

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